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O professor em interação na sala de aula .

Os laços estabelecidos entre professor e aluno são muito fortes para o desenvolvimento pessoal e intelectual do aluno. Uma prova disso é a lembrança que as pessoas normalmente guardam da figura do professor.

Se eu lhe perguntar por exemplo quem foi escolhido a personalidade do ano na sua cidade, quando voce tinha 9 anos, ou ganhador do prêmio nobel da paz de 2000 você não se lembrara mais , mas lembra ainda da sua professora da 3ª serie ou daquele professor de historia da 8ª . Aposto que lembra também de lições importantes pra sua vida que aprendeu na interação com os professores que teve durante a vida escolar.

Você sabe que o processo ensino-aprendizagem inclui tanto aquele que aprende (o aluno) com aquele que ensina (o professor). O ato de ensinar-aprender acontece entre “sujeitos humanos”. Podemos dizer que não há ensino-aprendizagem sem que haja uma relação entre esses sujeitos. E que a aprendizagem depende do relacionamento entre eles e dos fatores que envolvem essa relação, tais como a afetividade, desejo, o carinho, uma boa comunicação. E mais: os alunos trazem com eles um elemento muito importante, que é o desejo de saber, de ser valorizado, de ser amado. Por outro lado, o professor, também tem desejos, como o de ser valorizado pelos colegas, pelos pais dos alunos e de ter o seu conhecimento reconhecido pelos alunos.

Você já deve ter observado que a relação como o outro se expressa por sentimentos de amor, ou de hostilidade, de agressividade ou outros sentimentos que já vivenciamos em situações passadas, não é? Esses sentimentos fazem parte do desejo de transferir para outras pessoas o que já vivemos.

Na escola, não é diferente. Quando nos relacionamos, esses desejos são passados pelas nossas falas nossas atitudes. E muitas vezes nem reconhecemos que isso está acontecendo naquele momento. Precisamos estar atentos à forma de lidar com esses elementos, para que eles possam ser mobilizadores do processo de aprendizagem, na relação entre professor-aluno, entre aluno-aluno. Devemos possibilitar que o desejo de saber do aluno mobilize suas funções mentais superiores ou aquelas funções mais simbólicas, que estão ligadas a um maior nível de abstração. Assim ele poderá aprender coisas novas, ter acesso a novos conhecimentos.

Quando se introduzem novas formas de relação, novas maneiras de fazer o aluno participar das tarefas da sala de aula, a classe deixa de ser o lugar onde só o professor está presente com seu saber e seu poder. E o professor não deve ter pressa de passar um conteúdo sem se perguntar como seus alunos estão sabendo as informações,

Na relação entre o professor e seus alunos deve ser construída uma rede de ricas interações, onde cada um, à sua maneira, possa dar sua contribuição, recebendo apoio e ajuda para se desenvolver e aprender. Cada um poderá convidar ou ser convidado a participar de um trabalho comum. A sala de aula é uma grande rede de interações sociais. E, para que essa rede funcione como instrumento de aprendizagem, é muito importante que haja uma boa comunicação entre o professor e os alunos.

Os estudos da psicologia já descobriram que as atividades em sala de aula são o melhor caminho para a aprendizagem. Na medida em que o professor, e seus alunos se entregam a atividades comuns, ou sejam quando estão fazendo a mesma coisa de forma cooperativa os resultados do trabalho são muito mais significativos.Um trabalho compartilhado, não é apenas uma idéia mais uma força inculcada no coração das pessoas com um poder impressionante.

Trabalhando assim aí o professor não vai mais ficar falando o que deve ser feito. E o aluno não vai só ficar calado, fazendo só o que lhe mandam. A suposta “bagunça” que ocorre em uma sala de aula muitas vezes é conseqüência do fato de a energia dos alunos não estar direcionada para uma atividade didática. Por que, então, não utilizar a energia deles para atividades em sala? Você já pensou que ela pode ser transformada de “bagunça” em uma forma criativa de estudar e aprender?

Medidas para envolver os alunos e melhorar o relacionamento na sala de aula

Organizar eficientemente rotinas: a literatura indica que os professores mais eficazes procuram evitar o comportamento de indisciplina criando ordem a partir das atividades, assim eles antecipam o potencial mau comportamento e agem sobre ele muito cedo. Agindo assim ele não terá uma atitude reativa,de ficar chamando a atenção dos alunos, mas antes uma atitude proativa, ou seja pelo jeito de conduzir as atividades ele trabalha com procedimentos numa perspectiva global, a sala toda e dessa forma cria um sentimento de coletividade que atrai os alunos e deixa se ser uma abstração ,trasformando-se em algo concreto.

Uma outra forma de envolver os alunos está relacionada a necessidade de estabelecer uma relação de proximidade. Por exemplo: o professor deve aprender rapidamente o nome dos alunos que é uma forma basica de aproximação entre os dois: pesquisas indicam que as crianças desenvolvem atitudes mais positivas quando a relação com os professores é mais calorosa. Se ao contrario é marcada pela distância, pela frieza os alunos vão reagir através da oposição aberta a aula ou ao professor.

Outra atitude do professor esta relacionada a manter o "radar" em funcionamento: os professores de sucesso tendem a enfatizar no diálogo com os alunos os aspectos curriculares em detrimento do mau comportamento , ou seja a centração do professor sobre os comportamentos de indisciplina pode constituir-se como um reforço dos mesmos . Normalmente estes professores ignoram os comportamentos de indisciplina menos graves , porem ignorar o comportamento pode ser igualmente grave se uma regra é quebrada repetidamente sem qualquer resposta por parte do professor , aí os alunos são encorajados a testar os limites. Então o professor deve manter seu radar ligado e manter o equilíbrio para saber em que hora intervir para que não quebrar a dinâmica da aula a toda hora por qualquer coisa mas também saiba reduzir os comportamentos indesejáveis .

Agora você sabe que é importante a interação de professores e alunos e que estes devem estar envolvidos em atividades que promovam a aprendizagem, vamos, então, tentar fazer da escola um verdadeiro lugar do livre desenvolvimento do pensamento,do raciocínio, da criatividade, de modo que professores e alunos produzam e troquem conjuntamente novos conhecimentos

Hoje em dia, o professor não é mais aquela pessoa que ocupa o lugar do “doutor sabe-tudo”, como se fosse o único dono do saber a ser transmitido aos alunos. E o aluno não é mais aquele sujeito passivo, que só recebe e grava os conteúdos que lhe são passados. E o professor também não é aquele que fala pelos alunos.

Nas interações, em sala de aula, cada aluno tem o direito de expressar suas idéias, de mostrar o seu jeito próprio de ver o mundo. E tem um jeito criativo de inventar tarefas, de promover o aprendizado. Cada aluno sabe algo que seus colegas e seu professor não sabem. É muito importante conseguir que os alunos façam parte de sua própria aprendizagem. Que eles não sejam apenas agentes acolhedores de nossos conhecimentos.

Sabemos que o ato de ensinar consiste na transmissão e troca de conhecimentos. E é, portanto, por meio da relação com o professor e entre eles que os alunos, usando as suas funções mentais e mobilizando os seus afetos, os seus desejos, as suas expectativas, se apropriarão do conteúdo ou conhecimento ensinado. Dessa maneira eles serão capazes de transformar o conteúdo que lhes é passado pela cultura e pela escola em conhecimento próprio, apreendê-lo para transformá-lo.

Mas há muito outros conhecimentos que são construídos em outros espaços de interação, que não os da sala de aula. a criança, no seu processo de desenvolvimento, recebe informações e influência de diferentes pessoas, instituições, objetos e situações existentes em seu ambiente. Assim, os pais, irmãos, primos, avós, vizinhos, amigos, bem como a escola, a igreja, a família, com os quais ela se relaciona, contribuirão para sua aprendizagem e desenvolvimento. Esses são os primeiros elementos mediadores de seu desenvolvimento, de sua formação, de seu conhecimento. Assim, quando os alunos vêm para a escola, já trazem consigo um conhecimento, que poderíamos chamar de conhecimento informal. Quando a criança vai para escola, terá oportunidade de experimentar relações diferentes das que tinham antes, em casa e na comunidade. Ela terá acesso a informações e experiências novas e desafiadoras, capaz de provocar transformações e desencadear novos processos de desenvolvimento e comportamento. Se o professor procurar sempre estimular o aluno a dizer aquilo que já sabe, vai ser mais fácil ele aceitar o saber que vem do professor, ao mesmo tempo que reconstruirá o conhecimento informal, ou seja, o conhecimento que ele já possui.

A relação entre professor e aluno tende a melhorar quando há diálogo, quando se atribuem responsabilidade aos alunos nas atividades da sala de aula. A interação social diminui quando o professor se irrita facilmente com os modos de comportar dos seus alunos e familiares.

É importante que o gestor monitore a qualidade da relação que está se estabelecendo entre professor e aluno na sala de aula para poder contribuir para que a escola torne-se um lugar onde se aprende a viver com prazer. É da relação professor-aluno que podemos experimentar a solidariedade, a elaboração de novos projetos, a conversa sobre as questões de nosso cotidiano, a expressão de cada ponto de vista.

As alunas do 2º ano turmas 2001 e 2002 cn atividade  para ser realiza em dupla

 Apartir deste texto elabore uma reflexão sobre a prática observada em seu estágio sem é claro citar nomes ,mantendo posicionamento ético devido cotendo:

1- As diversas formas de interação observadas  em que situações elas ocoreram

2- Quais a atitudes de interação você diria serem mais positivas a prendizagem ?

3 - Quais atitidaes de interação se presentam como fator negativo a aprendizagem?

  

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